terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Dormência de sementes e as plantas daninhas

Dormência é um estado de repouso devido a condições intrísecas inerentes à própria semente, podendo ser física, mecânica ou fisiológica. Nesse caso, a semente não germina, mesmo que as condições ambientais sejam favoráveis, pois necessitam de que a dormência seja superada de alguma forma.
A dormência, nas várias formas, é um dos mais importantes mecanismos indiretos de dispersão e um meio necessário de sobrevivência para as plantas daninhas, pois conseguem sobreviver em estações desfavoráveis, aumentando a sua população quando as condições retornam à sua normalidade. Como a dormência não é a mesma em todas as sementes de uma planta, pode ocorrer germinação durante meses ou até anos, garantindo a perpetuação da espécie.
Certas espécies necessitam de condições especiais para germinarem. Isso pode ocorrer pela simples movimentação do solo, que pode expor as sementes à luz, provocar mudanças nos teores de umidade, na temperatura e na composição atmosférica do solo, ou até mesmo acelerar a liberação de compostos estimulantes da germinação, como nitratos. Pode-se observar facilmente, por exemplo, no rastro da roda do trator, cerca de 10% a mais de emergência de plantas daninhas.
Os diversos tipos de dormência podem ser agrupados em:
  • Dormência primária: é aquela que a semente adquire ainda quando está ligada à planta-mãe, durante o processo de maturação e persiste por algum tempo depois de completada a maturação;
  • Dormência secundária ou induzida: é aquela que a semente, já liberada da planta-mãe não dormente, adquire a dormência.
Adaptado de: SILVA, A.A.; SILVA, J.F.; Tópicos em Manejo de Plantas Daninhas

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Preços da madeira- Outubro

Além dos preços praticados, um pouco sobre Aroeira salsa e sobre o desempenho das indústrias do setor florestal.

Informativo CEPEA- ESALQ/USP

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Manejo de Talhadia

Talhadia é a condução do crescimento dos brotos nas cepas da floresta recém cortada, dando-se início a um novo ciclo florestal.
Segundo Stape (1997) são três os fatores condicionantes ao desenvolvimento das cepas: genéticos, operacionais e ambientais. Estes fatores determinam três fases de brotação das cepas: fase de emissão, estabelecimento e crescimento. E em cada uma destas fases são caracterizados fatores influentes ao desenvolvimento dos brotos. Assim, na primeira fase, os fatores de influência são: espécie/procedência/clone, estresse hídrico e nutricional. Na fase de estabelecimento das cepas, deve-se atentar para altura das cepas, formigas e cupins, sombreamento, danos de colheita e densidade de plantas. Por fim, na última fase, os fatores de influencia são: regime térmico, regime hídrico, condição edafo-fisiográfica, fertilização/irrigação, mato-competição.
Um aspecto importante deste sistema, diz respeito ao manejo de resíduo da colheita. Este deve ser mantido sobre a entrelinha de plantio, pois a rebrota ficará comprometida se as cepas forem cobertas ou danificadas.
Para otimização da produção, realiza-se o manejo da brotação visando à recuperação da população original que consiste na retirada dos brotos inferiores (como mostram as fotos abaixo).  Os brotos escolhidos devem estar bem inseridos na cepa, ter boa forma e sanidade. A desbrota pode ser realizada de maneira manual ou semi-mecanizada, utilizando-se uma moto-roçadora.
 
 


Texto adaptado de: IPEF