"O eucalipto tem carregado a fama de ser uma espécie que consome muita água. Este consumo de água em espécies vegetais é a capacidade das plantas de transferir a água armazenada no solo para a atmosfera. Também é comum ouvir que “o eucalipto seca o solo”. Durante três anos (2005 a 2007) em uma microbacia hidrográfica com eucalipto na região de Cocais – município de Antônio Dias / MG – foram quantificadas todas as entradas e saídas de água do ecossistema. Os resultados de três anos de estudo mostraram que a precipitação pluviométrica anual (chuva) foi de 1299 mm. Deste total, 57,1% (741 mm) foi utilizado pelo eucalipto no processo de transpiração (transferência de água do solo para atmosfera a partir da absorção pelo sistema radicular das plantas), 9,8% (128 mm) foi evaporada (transferência direta de água da superfície das plantas e do solo para a atmosfera). Entre 0,5 a 1,3% (16,9 mm) foi escoada diretamente da superfície do solo e 31,8% (414 mm) infiltrou no solo e reabasteceu o curso d´água. A transpiração de 741 mm anuais ou 2,3 mm por dia é semelhante a de outras espécies florestais e espécies agrícolas perenes; do mesmo modo que a evapotranspiração (soma da transpiração com a evaporação), que foi de 869 mm ou 2,38 mm por dia. Houve um excedente de 414 mm por ano (31,8% da chuva incidente), não utilizado pelas plantas ao longo do ano e que reabasteceu o curso d´água. Além disso, a variação máxima observada na razão do riacho foi de 8,0% no período estudado, indicando que o sistema de reabastecimento do riacho estava bem regulado. "
Fonte: Jornal da Cenibra.
Blog destinado à Engenharia Florestal: eventos, notícias e matérias interessantes.
terça-feira, 21 de julho de 2009
sábado, 18 de julho de 2009
Manejo integrado de doenças florestais
Medidas para adotar em viveiro:

- material de plantio livre de doenças: mudas comprovadamente sadias para o estabelecimento de minijardins clonais e para o plantio no campo;
- substrato isento de patógenos para formação dos minijardins: o material comumente empregado é a areia, a qual deve ser obtida de uma fonte segura ou previamente tratada para erradicação de inóculo;
- qualidade microbiológica da água de irrigação: a água de irrigação deve ser livre de matéria orgânica e de inóculo de patógenos apodrecedores, devendo ser preferencialmente captada de poços artesianos ou filtrada e tratada;
- substrato de enraizamento isento de inóculo: de forma geral, as formulações de substrato devem priorizar o uso de materiais inertes, evitando-se o excesso de compostos orgânicos, que mesmo livre de inóculo, são favoráveis a colonização e multiplicação de patógenos;
- canteiros suspensos e cobertura retrátil: a cobertura retrátil permite maior controle da umidade na superfície foliar e evita o lixiviamento de nutrientes em períodos chuvosos, o que debilita as mudas e favorece a incidência de doenças. Canteiros suspensos por sua vez evitam o respingo de solo contendo inóculo de patógeno, principalmente Cylindrocladium spp. e Rhizoctonia solani, sobre as mudas nas fases de crescimento e rustificação;

- Remoção de mudas mortas e demais resíduos vegetais: assim reduz a quantidade de inóculo no viveiro, tomando o cuidado, porém, dessa eliminação ser criteriosa e cuidadosa, para evitar a dispersão acidental de patógenos
- seleção e espaçamento de mudas: a seleção e o agrupamento das mudas por tamanho, bem como o aumento do espaçamento entre plantas favorece o arejamento e, consequentemente, reduz a umidade e o período de molhamento foliar;e
- recipientes de enraizamento: bandejas e tubetes, ou pelo menos tubetes, devem ser previamente lavados com jatos de água sob pressão ou em tambores rotativos para remover, ao máximo, os resíduos de substrato.
Fonte: MAFIA, R.G., Anais I Encontro Brasileiro de silvicultura.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Ferrugem da Teca
O fungo Olivea tectonae, agente causal da ferrugem, vem ampliando as atenções de diversos países que possuem naturalmente a teca ou plantios comerciais com a espécie, pois ocasiona desfolha intensa das plantas, contribuindo para a redução da produção.
O patógeno é um parasita obrigatório da espécie e a doença caracteriza-se pelo aparecimento de manchas marrom e amarela (contendo os urediniósporos do patógeno) em plantas pequenas, especialmente associada em viveiro, porém é também encontrada em indivíduos adultos, sendo a maior severidade da doença em plantas de 5-7 anos. Em plântulas recém germinadas se observam pequenos pontos cloróticosnos cotilédone, em plantas jovens, de menos de 2 m de altura, é encontrado nas folhas mais baixas.
Fonte: PROTEF/IPEF - Prof. Dr. Edson Luiz Furtado
O patógeno é um parasita obrigatório da espécie e a doença caracteriza-se pelo aparecimento de manchas marrom e amarela (contendo os urediniósporos do patógeno) em plantas pequenas, especialmente associada em viveiro, porém é também encontrada em indivíduos adultos, sendo a maior severidade da doença em plantas de 5-7 anos. Em plântulas recém germinadas se observam pequenos pontos cloróticosnos cotilédone, em plantas jovens, de menos de 2 m de altura, é encontrado nas folhas mais baixas.
Fonte: PROTEF/IPEF - Prof. Dr. Edson Luiz Furtado
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