No controle de plantas invasoras em faixas, geralmente, é mantida uma faixa limpa de 1,0 a 1,5 m de largura, junto às linhas de plantio. Este controle é realizado com o uso de herbicidas pré e pós emergentes. Na faixa restante, mantêm-se as plantas invasoras, reduzindo dessa forma o consumo de herbicidas (Louzada e Costa,1995; Zanuncio et al., 1995, citado por Gonçalves e Stape, 2002). Às vezes, quando o porte das invasoras é muito elevado, é realizada roçada mecânica (Gonçalves 2003, citado por Gonçalves e Stape, 2002).
O uso das plantas daninhas como cobertura verde, mantidas em faixas nas entrelinhas de plantio, pode resultar em vários efeitos benéficos, tanto para a conservação do solo como para o desenvolvimento das plantações florestais. Entre esses efeitos, as plantas invasoras:
- protegem o solo contra o impacto direto das gotas de chuva, aumentam as taxas de infiltração e reduzem as taxas de evaporação, devido à menor insolação direta;
-têm ação descompactante e agregante sobre o solo, por meio da ação mecânica do crescimento radicular, da exudação de fotossimilados, e pela incorporação de matéria orgânica ao solo;
-reduzem as perdas de nutrientes por lixiviação, ao imobilizar grande quantidade de nutrientes em suas biomassas (Silva et al., 1997, citado por Gonçalves e Stape, 2002);
- geram um microambiente favorável a vários organismos do solo; e
-aumentam a diversidade biótica do primeiro nível trófico do ecossistema, incrementando as possibilidades de equilíbrio ecológico local,(Louzada e Costa,1995; Zanuncio et al., 1995, citado por Gonçalves e Stape, 2002).
O manejo de plantas daninhas em culturas de eucalipto se dará, portanto, nos estágios iniciais de crescimento das mudas, quando o sistema radicular é restrito, podendo ser em faixas ou coroas, mecanizado ou químico, práticas estas muito interessantes em termos de proteção do solo e conservação de nutrientes no sistema, sem riscos de competição por água e nutrientes.
Blog destinado à Engenharia Florestal: eventos, notícias e matérias interessantes.
terça-feira, 28 de abril de 2009
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Eucalipto - reflexão 3
Trabalhos evidenciam alta diversidade de fauna nas propriedades com cultivo de eucalipto. Os diversos estudos de grupos faunísticos realizados nas áreas florestais da Cenibra demonstram que o modelo atual de manejo praticado pela empresa é altamente compatível com a conservação da fauna silvestre. Os trabalhos evidenciam que há alta diversidade de fauna nas propriedades com cultivo de eucalipto e que as principais razões para tal fato são o elevado percentual de áreas protegidas nestas propriedades e o manejo de baixo impacto ambiental praticado nesses cultivos. As pesquisas apontam ainda para o alto uso dos plantios florestais pela fauna silvestre, o que demonstra que estas plantações são importantes como ampliadoras das áreas de vida e como corredores de ligação entre as áreas de vegetação nativa. Notadamente para as espécies mais exigentes, que são aquelas dependentes florestais, como os primatas, mamíferos de grande porte e as demais espécies arborícolas, as plantações de eucalipto têm o papel fundamental de promover a conectividade entre os remanescentes florestais nativos.

A capacidade das plantações florestais de permitir a circulação da fauna é também denominada de aumento da permeabilidade da paisagem, ou seja, as plantações de eucalipto facilitam a circulação de diversas espécies da fauna, principalmente se comparadas às áreas desmatadas, às pastagens ou às culturas agrícolas. Isso significa dizer que o mito difundido de que as plantações de eucalipto são um deserto verde cai literalmente por terra. Dessa forma, as propriedades com plantios florestais, realizados com manejo de baixo impacto e com altos percentuais de áreas destinadas à conservação de remanescentes de vegetação, são desejáveis também no entorno das unidades de conservação como forma de ampliar os espaços de vida para a fauna silvestre e para aumentar a conectividade entre as unidades de conservação e os demais remanescentes florestais situados no entorno.

A capacidade das plantações florestais de permitir a circulação da fauna é também denominada de aumento da permeabilidade da paisagem, ou seja, as plantações de eucalipto facilitam a circulação de diversas espécies da fauna, principalmente se comparadas às áreas desmatadas, às pastagens ou às culturas agrícolas. Isso significa dizer que o mito difundido de que as plantações de eucalipto são um deserto verde cai literalmente por terra. Dessa forma, as propriedades com plantios florestais, realizados com manejo de baixo impacto e com altos percentuais de áreas destinadas à conservação de remanescentes de vegetação, são desejáveis também no entorno das unidades de conservação como forma de ampliar os espaços de vida para a fauna silvestre e para aumentar a conectividade entre as unidades de conservação e os demais remanescentes florestais situados no entorno.
Fonte: Cenibra.
domingo, 26 de abril de 2009
Manutenção de máquinas florestais - causa das falhas
O objetivo das atividades de manutenção é basicamente assegurar a capacidade produtiva das máquinas, mantendo-as em perfeitas condições de uso, de forma a obter um retorno ótimo dos investimentos efetuados.

Existem algumas causas de falhas que são encontradas com frequência nas máquinas utilizadas nas atividades de colheita florestal, são algumas: operação incorreta (operadores sem treinamento), lubrificação inadequada, sujeira e resíduos florestais (em máquinas limpas torna-se mais fácil a detecção de falhas) e folgas (quando insuficientes, impedem a entrada do lubrificante, quando excessivas, reduzem a eficiência da lubrificação, em ambas as situações, acelerando ainda mais o desgaste dos componentes).

Existem algumas causas de falhas que são encontradas com frequência nas máquinas utilizadas nas atividades de colheita florestal, são algumas: operação incorreta (operadores sem treinamento), lubrificação inadequada, sujeira e resíduos florestais (em máquinas limpas torna-se mais fácil a detecção de falhas) e folgas (quando insuficientes, impedem a entrada do lubrificante, quando excessivas, reduzem a eficiência da lubrificação, em ambas as situações, acelerando ainda mais o desgaste dos componentes).
Adaptado de: Colheita Florestal - Machado, C.C.
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